FeeD

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Desejo...

Quero me afogar nos teus braços, embebedar-me no cheiro dos teus lábios. Quero esquecer.
Desço minha mão em teus seios. Receio... Anseio por teus gemidos mansos. Não canso dessas unhas cravadas na minha pele, da tua voz destoante ecoando pelos cantos.
Teu canto... Meus lábios tremem.
Vendo seu corpo tremendo levemente, meus dedos passeiam por entre tuas coxas, encarnam teu prazer... Desesperadamente. Em sua mente, imaginei, tudo ainda rodava. Cedia, pois, aos poucos. Avançava devagar como a mais delicada, elaborada abertura de ópera. Como um vinho que desperta-me os sentidos.
Esqueço do mundo ao fundo, prendo-me a sonhos alheios, devaneios. E lamber tua pele, sentir o gosto amargo do perfume e o êxtase, o suor, desejo.
Mordo-te os lábios e vejo o fim das tuas forças. O calor abafado, insuportável, parece matar-me aos poucos, extrair minhas forças também. O calor abafado do teu corpo nos meus braços.
O medo... A ousadia e meto minha boca no seu corpo a implorar por um pouco mais de ti, sem me importar. Seus gritos acordariam a todos, que me incomoda nisso? A fúria com que te atacava e seu empenho em manter-me eram mais.
Não pararia por nada.