FeeD

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Amor...

[um velho texto com algum toque de "romântico"... apenas algo pelo dia dos presentes bobamente fofos! =3 ... Apenas algo que eu gosto por não ter tempo de criar um melhor! XD ... Algo incompleto! Gosto da forma como a personagem principal trata Saphinne... ^_^ FELIZ DIA DOS NAMORADOS A TODOS!]

I Lição – Encenação Exótica da Morte (Exórdio)

Era tarde da noite e meus ossos já sentiam profundamente o frio. Meus olhos cansados fechavam-se sozinhos, já não sabia distinguir se era sono ou o fim dos meus dias. Respirar doía, sentia cada órgão meu corroído pela doença misteriosa que resolveu há poucos anos começar a consumir meu ser. Saphinne estava ali chorando. Como sempre, fiel, ao meu lado, sentindo por si só minhas dores e alegrias. Não preciso ao menos contá-la o que sinto.

Vê-la despejar suas imaculadas lágrimas sobre meu leito... Aquilo realmente me doía mais que qualquer outra coisa! E disso ela nada sabia. Há muito venho admirando aquela pele delicada da cor da neve que ansiosa, aguardava-nos lá fora. Com bochechas rosadas, dando vida a ela e acentuando sua meiguice, aqueles cabelos longos que desde que a conheço vejo em trança forte e reluzente, aqueles lábios rubros... Uma beleza que, de fato, era admirada por inúmeros homens inclusive da alta nobreza e que, na eternidade em que nos conhecemos, foi apontada aos meus olhos como uma boa companhia, apenas.

Ao pensar na sua formosura e no efeito que sua tristeza me causava principalmente naquele momento, comecei, de repente, a sentir tudo se afastar... Uma voz aguda gritava em meu ouvido e a escuridão tomava, nos meus olhos, o lugar de um grande quarto aconchegante todo decorado na cor branca. Caí no sono profundo... Talvez mais que qualquer outra vez que eu tenha dormido na minha vida. Apesar de tudo, meus sonhos foram confusos, pareciam infindáveis e cheios de sangue e não custou muito para que começasse a sentir algo me sufocar, como, coincidentemente, todas as outras vezes desde que estou com essa doença.

Saltei da cama. Estava finalmente sozinha e o ar gelado parecia cortar minha garganta lenta, vagarosa e impiedosamente a começar pelo seu interior. Já estava certa do meu fim. Minhas pernas tremiam e uma náusea tomava meu estômago. Foi quando não só meu coração como também o corpo todo deram um salto: a janela estava aberta. Como podiam aquelas grades gigantescas e deveras pesadas terem sido abertas pelo vento? Tinha certeza que estava só em meu quarto, afinal Saphinne sempre trancava a porta ao sair. A não ser que fosse um intruso. Afinal, o que isso me importava? Vi apenas um vulto me atacando, senti um golpe forte na cabeça e caí.

Realmente muito estranho. Dessa vez não sonhei com o habitual e mórbido sangue. Uma luz. De fato, uma luz muito bonita, como se pudesse dizer que há alguma feia, era apontada na minha direção. Como todo sofredor, ansiava por aquele momento: o fim. Mas não! Algo está me puxando, mantendo-me firme no chão. O que não deixa que eu suba e vá embora para o lugar onde sou chamada? Será que não me querem? Um clarão tomou tudo e foi quando voltei a sentir... Calor! Não me controlei e apenas um sorriso incompreensível tomou conta da minha face.