FeeD

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ele e ela

Tudo para ele apagou! Seus olhos passeavam nas órbitas, procuravam o que não se podia achar: luz.
De repente, em um salto, contabilizou os fatos. O gosto amargo na boca o convencia de medicamentos em excesso e sentia uma tontura sem igual. TUM! Cai no chão devido, é claro, à agitação. Segundos depois, uma voz aguda grita ao fundo em tom apressado e diante dele, então, é aberta uma porta de hospital. "Emergência! Emergência!" gritavam os enfermeiros levantando-o para o alto da maca novamente. A confusão era tamanha que a sua mente ainda um pouco afundada no efeito dos entorpecentes, não resistiu e distanciou-se da cena não calando apenas o som estridente de sirene.
Ela recuperou os sentidos em um enorme quarto branco. Os apitos de aparelhos diversos e lamentos ao seu redor pareceram não forçá-la a localizar-se e, sem mais delongas, tentou se levantar. No primeiro passo, deparou-se com os olhos do homem que atacara e, só então, seu lábio tremeu.
Uma enfermeira presenciou a estranha cena dos recém chegados aos soluços. Há poucos minutos dada como "nova solteira", não tinha mais muitos pensamentos a não ser no seu amado foragido. Ignorou os não autorizados fora do leito e foi aquecer mais água.
De repente, ela correu. Correu como se toda sua vida dependesse disso. E com o desconhecido homem no seu encalço, encontrou a saída. Encontrou o portal do seu desespero.