FeeD

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Rompendo as barreiras.

Então eram um turbilhão de membros, um amálgama de sexos. Misto de pele e desejos , sonhos e fúria. Nenhum dos dois conseguia se lembrar exatamente de como havia começado, mas nada mais poderia pará-los. Eram lábios, língua, dentes, se digladiando para arrancar pedaços voluptuosos do outro, unhas se cravam, sangue escorre, batidas, hematomas, dor, arfados, gemidos e delírio. Puro delírio...
As roupas eram descartadas como se nada fosse mais natural, até porque estavam lá apenas simbolicamente, a união já estava tão consumada em suas mentes que o ato já estava ocorrendo, através de tecido, espaço, e qualquer outro obstáculo.
As respirações se tornam mais ritmadas, o clímax se aproxima, os corações batem com a fúria de mil baterias, os gritos se tornam urros,
Momentos simbólicos de êxtase vem e vão, e a competição sem vencedores segue num ritmo crescente, quando o ápice-mor finalmente ocorre. Ao cairem ao chão , deslizando pela parede , trocam algumas palavras:

"Eu... te... amo"

"Meu, calaboca , amor não tem nada a ver com isso!"

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Reflexões...

Depois de menos de cinco minutos, desabei sobre aquela cadeira envergonhada e desconfortável. Apesar das sensações, estava nas nuvens... Apesar das nuvens, sentia-me confusa como nunca. Só queria provar de novo... ou mais... Como algo que erguesse meus pés do chão, que me desse asas, colorisse o mundo... algo macio como o veludo de um pêssego! Seria realmente tão bom ou perdi-me naquela idéia?
Foi rápido, lento, passou num segundo, não sei, talvez menos... e não acreditei que o ato fosse meu!
Um gole lento da minha própria saliva  encarava o vazio da minha mente e o barulho de engrenagens enferrujadas raspando umas nas outras.
Dois passos pra trás. Não lembro quando me levantei, mas... a sanidade me engolia com uma ferocidade estarrecedora. Em seguida, o torpor enlaçando os velhos sonhos nunca sonhados.
Uma doce droga... Droga porque apesar da incerteza de vício, já tinha alterado a percepção. E meu corpo, máquina flutuante de personalidade ímpar, a todo vapor, na medida do tímido impulso, pedia mais... mais...